O risco humano é o mais perigoso na Gestão de Riscos Operacionais, diz palestrante
15 de Setembro de 2009 @ 15:16 - adminArquivado sob Sem Categoria | Link desta publicação
O maior risco operacional de uma corretora de câmbio no momento são os cadastros dos clientes. Essa foi uma das frases do palestrante Orivaldo Gonçalez, durante a palestra sobre a Gestão de Riscos Operacionais, no último dia 10 de setembro. Segundo ele, esta é a grande fragilidade das corretoras que nos últimos anos foram obrigadas a levar a sério os seus controles internos, de forma a evitar as inúmeras variáveis do risco operacional.
Com a sala lotada, Gonçalez disse que, à parte os riscos externos, o humano é o mais grave. “Decisões geram ações ou omissões”, sentenciou, acrescentando que quem não quer correr risco nunca deveria abrir uma empresa. Ele afirmou ainda que os riscos podem ser aceitos, reduzidos, transferidos ou evitados mas não deixou dúvidas para a platéia: “ a única coisa que quebra uma empresa é o risco operacional”.
Por duas horas, Gonçalez citou casos que exemplificam a fragilidade do humano frente às organizações e alertou os presentes quando à mudança de mentalidade do Banco Central que, com a resolução 3380, está exigindo das corretoras que façam um mapeamento dos riscos operacionais nos últimos três anos de exercício. Lembrou ainda que por conta disso, muitas corretoras poderão ter que aumentar o seu patrimônio líquido, em função do cálculo da parcela de POPR que diz que é preciso reservar 15% do resultado operacional para cobrir eventuais riscos. Mas garantiu: o que era uma exigência pode virar um diferencial competitivo.
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